O procurador e chefe judicial da Procuradoria Geral do Município de Maceió (PGM), Guilherme Emmanuel Lanzilloti Alvarenga, recebeu, em sessão especial da Câmara Municipal nesta sexta-feira (6), o Título de Cidadão Honorário maceioense. O título foi concedido após aprovação de decreto legislativo proposto pela vereadora Tereza Nelma (PSDB). Carioca, Guilherme Lanzilloti está em terras alagoanas desde 2013, quando ingressou na PGM por meio de concurso público. Parentes, amigos e colegas de procuradoria prestigiaram a solenidade.

“Resolvi propor a homenagem ao Guilherme Lanzilloti, porque nele vi não apenas um homem do mundo jurídico, mas um procurador com visão social e com quem podemos contar para tratar de questões sensíveis como as pessoas com deficiência. Hoje, os profissionais em Maceió que lidam com saúde mental encontraram nele uma porta aberta para que resolvermos questões como judicialização da saúde em nossa capital”, destacou Tereza Nelma.

Procurador-chefe e presidente da Associação dos Procuradores de Maceió, Davi Ferreira, foi um dos colegas de Guilherme que utilizaram a tribuna para dizer que a concessão do Título de Cidadão Honorário de Maceió ao carioca é pertinente. “Ele é um excelente representante entre os procuradores da turma que ingressou na PGM em 2013. Como foi dito aqui, é um procurador que trouxe para o nosso mundo jurídico uma visão um pouco mais humanizada das relações temos no dia a dia de nossas atividades. Por tudo isso, quero dizer que a concessão do Título é muito bem vista e merecida”, disse.

Em seu discurso, Guilherme falou sobre a homenagem que recebeu e disse que o Título de Cidadão Honorário é um reconhecimento oficial, formal porque há muito ele abraçou Maceió como sua segunda terra. “Agradeço a vereadora Tereza Nelma pelo reconhecimento me concedendo o Título de Cidadão Honorário. Falo em reconhecimento porque eu mesmo me sinto há muito tempo como um cidadão maceioense. Desde os meus 20 anos, tento vir para cá fazendo concursos. Todos os caminhos sempre me trouxeram para Maceió. Obviamente amo minha terra natal, o Rio de Janeiro, mas é inegável que eu tinha que vir morar aqui, um lugar tão bonito quanto o Rio. Sinto-me pertencente aqui e aqui espero constituir família e fincar de vez raízes em Maceió. Aos meus amigos de procuradoria e do dia a dia, também quero agradecer pela presença e acolhida. Já sobre meu trabalho na PGM, o que busco fazer, no âmbito de saúde mental, é levar a todos os agentes ligados à área o conceito da lei porque, infelizmente, alguns órgãos, até da própria justiça, ainda não têm conhecimento amplo de detalhes a respeito do assunto como ficou claro no caso da interdição do hospital Miguel Couto. Mesmo assim, nossa visão é de tentar contribuir com o processo”, destacou Guilherme Lanzilloti.

Representando a Saúde Mental na Secretaria Municipal de Saúde, Tereza Tenório, também deu seu depoimento sobre o papel de Guilherme Lanzilloti para viabilizar o melhor andamento dos processos junto à PGM. “Até o Guilherme assumir o setor judicial da PGM, infelizmente tínhamos distanciamento da Justiça e muitas ações caminhavam em sentido contrário ao que diz a lei do psicossocial. Sofremos boicotes para a criação da rede psicossocial em Maceió. Há muito tempo não era mais para termos hospitais psiquiátricos em nossa cidade. Para o bem, o Guilherme Lanzilloti tem sido parceiro na luta por tirarmos muitos véus que ainda encobrem o assunto da pessoa com deficiência. Ele sempre nos acolheu de forma leve, alegre e comprometida. Guilherme tem visão social e entende o que o trabalho da saúde mental é inclusivo”, afirmou Tereza Tenório.