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23/06/2017

Câmara discute em audiência pública os casos de microcefalia

Sessão será conjunta com a Assembleia Legislativa e acontece na próxima segunda-feira, a partir das 14h, no Auditório da Casa da Indústria


Câmara discute em audiência pública os casos de microcefalia

Luciano Milano/Dicom

As políticas públicas de atendimento às crianças com Síndrome Congênita do Zica serão tema de debate em uma audiência pública da Câmara Municipal de Maceió, marcada para a próxima segunda-feira (26), a partir das 14h, no auditório da Casa da Indústria, no Farol. A audiência e as discussões em torno do assunto têm a parceria da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). A iniciativa, aprovada por unanimidade pelo Plenário da Casa, é de autoria da vereadora Tereza Nelma (PSDB), enquanto que na ALE tem a assinatura da deputada estadual Jó Pereira (PMDB).

De acordo com Tereza Nelma, tem faltado prioridade no estado para o atendimento e cuidado com as crianças que têm nascido e sido diagnosticadas com microcefalia, provada pelo vírus do Zica em Alagoas. Segundo a parlamentar, um dos objetivos da audiência da próxima segunda-feira é produzir uma carta-compromissos de gestores estaduais e municipais para que as crianças tenham garantido todo tratamento necessário.

Uma das preocupações de Tereza Nelma com o assunto é com as novas gerações de alagoanos com deficiência. Sem o devido tratamento, as crianças com microcefalia terão mais atraso no desenvolvimento cognitivo e físico, por exemplo. “Dados do Grupo de Trabalho Nana, que faz parte da União dos Conselhos Municipais de Educação, ao lado da Câmara Municipal e Assembleia, mostram que Alagoas registrou 407 casos de bebês nascidos com suspeita da Síndrome nos últimos meses. Deles, apenas 107 foram diagnosticados e estão em tratamento. Mas, as demais crianças ainda faltam agendar e fazer exames, para, só depois disso, caso se confirme a Síndrome, passar a ter acompanhamento nas instituições responsáveis”, declarou a vereadora.

“Aqui em Alagoas, a Pestalozzi cuida de 15 crianças com microcefalia; a Uncisal atende a 22 delas e Adefal a 5. Se são 107 diagnosticados, onde estão os demais? E os que têm suspeita da Síndrome, mas ainda não têm os exames confirmando não são mais casos? Por esse motivo, o Grupo de Trabalho Nana, a Câmara e a Assembleia, pretende unire forças com as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social do estado e de Maceió para buscarmos uma solução. Por exemplo, onde estão as creches com profissionais especializados para cuidar de crianças com microcefalia? O governo do estado precisa tomar pé da situação e agir”, avaliou Tereza Nelma, acrescentando que 80% das mães de crianças com suspeita da Síndrome ou com microcefalia são negras.